sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Triste grafismo.

O índio teve sua terra invadida, sua casa destruída, sua floresta verde devastada, queimada, roubada.

Quando o não-índio queria matá-lo sem massacrá-lo, colocava roupas de pessoas que tiveram enfermas com catapora, rubéola, pelos caminhos dos índios.

Caminhos onde a terra era piçarra, as árvores bem altas e se ouvia o observar dos bichos.

Caminhos que foram transformados em estradas, rodovias de asfalto esburacado, esquecidas, mas necessárias para nossos políticos. Ao redor não tem mais árvores, mas sim uma imensidão de pasto.

Mudaram tudo, o nome de tudo, o nome de quem.

Misturaram tudo e tudo foi sendo aceito, pelas crianças, pela paz, por esperança...

E agora isso?Por que ainda mais?!
Me explica como?

Acordar um dia e já tendo sido levado tudo, arrancam-lhe também toda a pele do corpo e te pintam com outra, só pra dizer depois que foi uma troca, como nos tempos de Colombo...

 Charge tirada do Jornal Amazônia, edição 08 de Julho de 2011.

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